Órfão de pai em tenra idade, graças ao valor e à coragem da mãe, viúva, aos dezoito anos, Antônio pôde dar início aos estudos.
Em Pavia, cursou filosofia e, em Pádua, medicina, onde se doutorou.
Na época, o jovem Antônio Maria Zaccaria, vivia a rebelião contra Roma, comandada por Lutero.
Formado, de volta a Cremona, com vinte e dois anos, Antônio Maria logo sentiu-se atraído para o trabalho de cuidar das almas. E, ao mesmo tempo que exercia a medicina, deu-se com todo o afinco à teologia. Na pequena igreja de São Vital, perto da casa em que vivia com a mãe, reunia alguns meninos e, muito docemente, principiou a ministrar aulas de catecismo.
Pouco a pouco, foi-lhe invadindo a alma o desejo de somente procurar as coisas de Deus e, em 1528, totalmente tomado por aquele afã e dedicado aos estudos, o jovem Antônio era ordenado padre.
Em 1530, estava em Milão. Ali, com dois jovens, grandes amigos, membros duma sociedade chamada da Sabedoria Eterna, Tiago Antonio Morigia e Bartolomeu Ferrari, Zaccaria iria lançar os fundamentos dos clérigos regulares, ou seja, de padres que teriam uma regra e votos, mas que não seriam monges nem irmãos, mas pregadores e administradores dos sacramentos, com ardente desejo de santidade.
Era um contra-ataque à propaganda e revolta luterana e um grande esforço para levar a santidade a todos.
Em 1533, no dia 18 de Fevereiro, assinava o Papa Clemente VII um breve que aprovava a sociedade dos clérigos regulares (Barnabitas).
Antes desta aprovação, os Clérigos regulares de São Paulo sofreram calúnias, ofensas e ameaças; eram tachados de fanáticos, loucos e outros nomes pejorativos, mas Santo Antônio confiou na Providência Divina, que tudo resolveu.
Paulo III, a 24 de Julho de 1535, nomeou-os clérigos regulares de São Paulo, clérigos que o povo logo passou a chamar paulinos e, posteriormente, ficaram conhecidos como Barnabitas.
Santo Antônio Maria Zaccaria foi um grande devoto da Eucaristia. Neste sentido, ele deixou marcas na Igreja. Foi ele quem instituiu o toque dos sinos das igrejas às três horas da tarde, para lembrar a todos a hora da morte de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Ele também instituiu o que ficou conhecido como “quarenta horas de adoração ao Santíssimo Sacramento”.
Aos 36 anos, Santo Antônio fica acamado por uma doença. Impossibilitado de circular no meio de seus companheiros, sabendo da gravidade de sua doença, pede para ser conduzido à mãe em Cremona.
Ao ver sua mãe chorar, profetiza: “Ah, mãezinha, deixai de chorar! Breve, gozareis comigo daquela glória eterna em que, desde já, espero entrar“. E declara que falecerá no dia da oitava dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo.
Após oferecer-se como vítima expiatória e receber o viático, este seguidor do “combatente do bom combate” – o Apóstolo dos Gentios – entregou sua alma a Deus, assistido, segundo a tradição, pelo próprio São Paulo.
Era sábado, dia 5 de julho de 1539, quando começavam nas igrejas as vésperas da oitava dos Apóstolos Pedro e Paulo.
A causa de beatificação de Antonio Maria foi introduzida em 1806, no pontificado de Pio VI, e a heroicidade de suas virtudes proclamada em 1849, sob Pio IX; Leão XIII canonizou-o em 27 de maio de 1897.
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